Brasília - Depois do fracasso da tentativa de votar a reforma política na semana passada, o relator da proposta, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), apresenta hoje um texto alternativo aos líderes partidários - reunindo lista fechada e financiamento público de campanha. Cercando de mistérios a proposta alternativa, Caiado avisou que não vai aceitar a idéia de lista flexível, que seria uma solução para garantir a aprovação da reforma com maioria na Câmara.
''Lista flexível não é possível. Mas o esforço foi para tentar conciliar (o que há de sugestões)'', disse Caiado, referindo às 312 emendas apresentadas na última semana.
O assunto será tema principal da reunião desta terça-feira do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), com os líderes dos partidos. Porém, vários deputados que participam dos debates afirmam que há indicações claras de que a Casa não aceita lista fechada, como insiste Caiado.
Na última semana, a falta de acordo levou Chinaglia a adiar a discussão sobre reforma política. Pela proposta que tramita na Câmara a sugestão é de mudança do sistema atual para o das listas fechadas - no qual o eleitor passa a votar no partido, e não mais nos candidatos.
Por essa sugestão, os partidos teriam autonomia para elaborar listas com os candidatos que seriam eleitos para as câmaras municipais, estaduais e federal. Mas os deputados são contrários à idéia com receio de ficarem sob tutela absoluta de suas legendas, perdendo a autonomia.
Pelas chamadas ''listas flexíveis'', o eleitor vota, primeiro, no partido. Depois, o eleitor escolhe entre os candidatos da lista elaborada pela legenda o nome que gostaria que estivesse em primeiro lugar para ser eleito.

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