Brasília - O relator do processo de impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), disse ontem que a delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) será analisada na formulação do relatório. À reportagem parlamentares do PT disseram que, se a delação for incluída no relatório, o partido recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que as acusações contidas nela não faziam parte do processo inicial. "A Câmara aditou, antes da formação da Comissão, as denúncias do Delcídio do Amaral. Essas denúncias farão parte também do nosso estudo para que a gente possa formular um relatório dentro exatamente do que estou colocando", disse Arantes. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) criticou a anexação das denúncias de Delcídio ao processo de impeachment. "Não pode fazer aditamento, prejudica o direito de defesa", disse o petista à reportagem.

O relator do processo afirmou ainda que não vai propor ouvir a presidente Dilma Rousseff nem ministros do governo antes de elaborar seu parecer. "Se eles quiserem falar comigo, estarei à disposição aqui na comissão. Agora, convidar para ouvir ministros, não vou. Se o ministro da AGU for convocado para fazer a defesa dela, ele será muito bem recebido aqui", afirmou.

LICENÇA MÉDICA
O senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) apresentou ontem um novo pedido de licença médica por mais 15 dias, o terceiro desde que deixou a prisão, em 19 de fevereiro. Esse afastamento começa a valer a partir de amanhã, para quando está agendada a presença do senador ao Conselho de Ética para apresentação de sua defesa no processo por quebra de decoro parlamentar que corre contra ele na Casa. Apesar da licença, o ex-petista poderia aparecer para prestar depoimento, mas sua participação não está confirmada.

DEFESA DE CUNHA
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentou ontem sua defesa no processo por quebra de decoro parlamentar do qual é alvo no Conselho de Ética da Casa. A defesa foi entregue no último dia do prazo de 10 sessões que o peemedebista tinha. Com a entrega da defesa, começará a ser contado, a partir de hoje o prazo para instrução probatória, ou seja, para coleta de provas e marcação de depoimentos. De acordo com a assessoria de imprensa do Conselho de Ética, essa fase do processo poderá durar até 40 dias. (Com Agência Estado)

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