Curitiba - Até agora, a CPMI dos Correios que analisou contratos de publicidade e propaganda, bens e serviços de informática de várias estatais comprovou irregularidades nos contratos como propostas e orçamentos de empresas inexistentes; superfaturamento de bens e serviços; efetiva realização de serviços não comprovada; terceirização da atividade de criação; execução de serviços não previstos no contrato; notas fiscais frias; deficiência na fiscalização da execução dos contratos; e pagamento de comissão sem prestação de serviço. Algumas dificuldades estão sendo apontadas pelos parlamentares como a enorme quantidade de eventos de despesa; falta de documentos e desorganização das estatais; dificuldade de acesso de documentos contábeis do Banco do Brasil; arquivamento de notas fiscais por data.
Os assuntos relacionados ao recebimento de recursos por parlamentares estão se transformando num relatório que será finalizado por Serraglio na sexta-feira e encaminhado para o plenário do Congresso Nacional com a recomendação de quebras de sigilos bancários e fiscais de todos os 18 parlamentares que teriam recebido benefícios financeiros do governo federal (entre eles, os paranaenses José Borba-PMDB e José Janene-PP). Entretanto, a CPMI vai continuar investigando as movimentações financeiras e os contratos (inclusive licitações que teriam sido superfaturadas, com aditivos de 25% do valor da obra inicial).
Serraglio disse que a CPMI trabalhará até o final de novembro, podendo ser prorrogado o prazo de término dos trabalhos para o ano que vem que é ano eleitoral. Os parlamentares ainda não sabem se irão imputar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o crime de responsabilidade que pode levar ao impeachment. O mais provável é que isso não aconteça. (L.P.)

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