Brasília - A revelação do empresário Luiz Antonio Vedoin de que mais parlamentares do que os 57 investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) participaram do esquema provocou discordâncias na CPI dos Sanguessugas. O relator da comissão, senador Amir Lando (PMDB-RO), disse ontem que não pretende notificar os novos envolvidos para que apresentem suas defesas, contrariando membros da CPI.
Segundo apurou a reportagem, Lando teme que a divulgação da nova lista possa colocar lado a lado parlamentares citados, mas contra os quais ainda não há comprovação de participação no esquema, e os que já têm contra si provas cabais. O senador avalia que será difícil separar o joio do trigo se todos forem notificados.
A posição de Lando de não notificar os novos acusados pode acabar preservando os parlamentares. Reportagem da revista ''Veja'' deste final de semana, revelou que além dos 57 já conhecidos, outros 32 congressistas com mandato também teriam participação com a quadrilha dos sanguessugas. Como a investigação corre em segredo de Justiça, a comissão só pode confirmar os nomes publicados depois das notificações. Na lista da ''Veja'', ainda constam 24 ex-parlamentares, que a CPI não pretende investigar.

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