Relator defende votação secreta em eleição do TC
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Catarina Scortecci <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Hermas Brandão Júnior (PSB), relator da comissão especial na Assembleia Legislativa que analisa o currículo dos candidatos ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, defendeu ontem a adoção do voto secreto para definição do novo membro do TC. Ele lembra que a votação que elegeu em 2008 Maurício Requião ao cargo foi aberta, o que gerou contestações na época. ''Acho que devemos tomar esta precaução'', afirmou ele.
Em 2008, como Maurício era o candidato apoiado pelo então governador do Estado, Roberto Requião, havia a discussão em torno de um possível constrangimento da base aliada em votar contra o preferido do Executivo. Na eleição que deve ocorrer na AL até julho, o candidato preferido do atual governador do Estado, Beto Richa (PSDB), é Ivan Bonilha, procurador-geral do Estado.
Além de Bonilha, outros 43 candidatos se inscreveram na disputa. Do total, três desistiram e um não se enquadra no limite máximo de idade, 65 anos. Além disso, dez candidatos faltaram às sabatinas e apenas um se justificou. A escolha de um novo conselheiro é definida pelo voto de 53 parlamentares. O presidente da Casa só vota em caso de empate. Se nenhum dos candidatos conseguir a maioria dos votos, um segundo turno é organizado.


