Relator defende relatório da CPI da Reforma Agrária
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB) afirmou ontem que não irá alterar o relatório final da CPI da Reforma Agrária, que será apresentado aos demais membros da CPI na terça-feira que vem. O relatório de Bradock foi considerado benéfico demais para os grandes proprietários de terra pelos deputados do PT Tadeu Veneri, Luciana Rafagnin e Padre Paulo. O trio pretende apresentar um voto em separado ao relatório de Bradock na terça que vem.
Bradock diz ter sido apanhado de surpresa pelas acusações de parcialidade feitas pelos petistas. ''Nós já tínhamos conversado anteriormente e eles disseram que concordavam com o relatório, mas queriam acrescentar alguns pontos. Eu concordei com isso sem problemas. Hoje eu leio os jornais e eles estão falando em voto em separado, parcialidade e tudo o mais. Pois então eles que façam o voto deles, porque eu não vou mexer mais numa vírgula do relatório'', afirmou Bradock.
O pomo da discórdia no relatório são as sugestões de Bradock para que o Ministério Público investigue invasões e desmatamentos promovidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), movimento que sempre teve ligações com setores do PT. ''Sou a favor da reforma agrária e acho que ela é uma grande saída para a questão social. Agora não posso admitir que um movimento de reivindicação fira o direito de outrem'', argumentou Bradock.
Outra crítica a Bradock deve-se a uma suposta complacência do relator com as milícias armadas nas fazendas. Bradock rejeita as acusações. ''Você vai em banco, mercado, condomínio de luxo e vê seguranças armados. Por que o agronegócio não pode ter também sua segurança particular?'', questionou.


