Relator da Mesa vai aguardar definição
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quinta-feira, 24 de maio de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
Designado a definir o futuro dos senadores acusados de violação do painel eletrônico, o primeiro-secretário do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE), que será o relator do caso na Mesa Diretora, vai esperar até a próxima quarta-feira, quando o sendor Antonio Carlos Magalhães deverá anunciar a renúncia, para divulgar a decisão sobre a abertura ou não de processo de cassação.
Caso ACM recue e não renuncie, a decisão final, considerando a possibilidade de instauração de processo, ficará nas mãos de um dos principais rivais políticos dele: o presidente do Congresso, senador Jader Barbalho. Jader deverá dar o voto de desempate, uma vez que a tendência entre os integrantes da Mesa Diretora é de divisão de opiniões.
Caso o processo fosse votado ontem na Mesa Diretora, o placar seria de 3 x 3, empatando entre os favoráveis e os contrários à cassação. Assim, o chamado voto-de-minerva caberia ao presidente.
Os sete integrantes da Mesa Diretora torcem pela renúncia de ACM, exatamente como ocorreu com Arruda. Se isso for concretizado, o processo será encerrado, sem desdobramentos, afora os administrativos, como os inquéritos envolvendo os funcionários e as discussões visando ao aperfeiçoamento do sistema eletrônico do Senado. A gente tem rezado para que uma luz ilumine o Antonio Carlos e renuncie; assim, diminui o desgaste político e quem sabe a gente começa a trabalhar, afirmou um dos componentes da Mesa, que preferiu não se identificar.
Na Mesa Diretora, a favor da cassação podem ser indicados três parlamentares: próprio Wilson; Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), segundo vice-presidente; e Antero Paes de Barros (PSDB-MT), segundo secretário. Contra a cassação estão Édison Lobão (PFL-MA), primeiro vice-presidente; Alberto Silva (PI), terceiro secretário; e Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR), quarto secretário.


