Curitiba - As notícias de que o publicitário Marcos Valério poderá falar tudo o que sabe se receber proteção judicial e policial, agradaram o relator da CPMI. A troca de informações por benefícios jurídicos pode ser o caminho segundo o relator Osmar Serraglio para que toda a denúncia levantada inicialmente pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) seja comprovada. ''Só tem uma forma de desmantelar uma quadrilha. Quando um integrante dela conta tudo o que sabe, como as coisas aconteceram e quem foi beneficiado com a transação ilegal. Talvez ele não tenha outro caminho. Se não tiver todo o dinheiro que a gente imagina que ele tenha, vai ser mais fácil negociar.''
A movimentação financeira do publicitário foi o que mais chamou a atenção de Serraglio até agora. Ele não acreditava que alguém pudesse movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão em tão pouco tempo. O peemedebista teme que a CPMI acabe sendo desvirtuada e torce para que seja instalada logo a CPMI do Mensalão. Até para evitar questionamentos jurídicos futuros. ''Acho que temos como investigar tudo o que aconteceu até que o dinheiro fosse entregue às empresas ligadas a estatais. Depois disso, a investigação deve passar para a CPMI do Mensalão'', disse. Entre as denúncias que seriam encaminhadas para a CPMI do Mensalão (ainda não instalada) estão as que envolvem os líderes de partidos. Dois deles do Paraná: José Janene (PP) e o ex-líder da bancada do PMDB, José Borba. (L.P.)

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