Os problemas salariais dos policiais militares já haviam sido relatados ao governador Jaime Lerner (PFL) num documento encaminhado no dia 18 de maio para o Palácio Iguaçu. No documento, o comandante geral da Polícia Militar, Guaraci Moraes Barros, relatou as diferenças salariais existentes na corporação por causa de 552 PMs que conseguiram na Justiça o direito de escalonamento com gratificação especial. ‘‘Atualmente temos soldados ganhando mais do que sargentos. E sargentos recebendo mais do que subtenentes’’, alegou.
O documento mostra diferenças salariais de 36,62%. Outra preocupação de Barros é com relação ao atendimento médico e hospitalar dos policiais. De acordo com ele, os PMs do interior estão com ‘‘grandes dificuldades’’ de atendimento. Os recursos do fundo de saúde para a manutenção do serviço são considerados ‘‘irrisórios’’ pelo comandante geral. ‘‘Temos deficiência de médicos e dentistas. A situação da saúde é precária’’, analisou.
O fundo de saúde sobrevive com a arrecadação de 2% do salário bruto de cada militar. Um soldado tem descontado mensalmente para o fundo R$ 5,80 enquanto o desconto de um coronel é de R$ 15,00. O ideal, de acordo com Barros, seria implantar um sistema de autogestão da saúde militar, com a cooperação do governo do Estado. ‘‘Seria um sistema parecido com o que existe em Santa Catarina. Faz-se um convênio com uma empresa médica e os militares podem aderir ou não ao plano. A diferença dos planos médicos normais é que este seria gerenciado pela corporação’’, explicou. (L.P.)

mockup