Reitora da UEL disciplina campanha no campus
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quinta-feira, 29 de agosto de 2002
Marcos Espíndola<BR>Reportagem Local 
Atentas ao assédio de candidatos ávidos em aparecer e convencer, as repartições públicas municipais, estaduais e federais estabeleceram normas para disciplinar as campanhas e as investidas dos políticos. Nada que a legislação eleitoral não preveja, que é a proibição da propaganda eleitoral nas dependências do poder público ou em bens de cessão de uso do poder público. Mas, em período de eleição, não custa nada lembrar os ''desavisados''.
Como é comum em todas as eleições, a reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) baixou um ato executivo que não proíbe a campanha eleitoral, mas impõe restrições, como a colocação de faixas e cartazes e a presença em salas nos horários de aula e em locais de atendimento ao público. ''Cópias do ato executivo foram enviadas para todos os partidos políticos'', ressaltou a reitora Lygia Pupatto.
Com 15 mil alunos, 1,6 mil professores e 3,7 mil funcionários a UEL é um celeiro de idéias e de discussões políticas, abrindo margem para as mais variadas correntes ideológicas. Daí, segundo a reitora, é natural que os candidatos procurem a instituição para divulgar suas propostas e angariar votos e apoios. ''Isso não quer dizer que a conversa nos intervalos e a visita ao campus esteja proibida'', pondera. Até agora nenhuma reclamação de abuso foi encaminhada à reitoria.
As repartições públicas municipais também foram orientadas sobre o assunto. O limite é a Lei Eleitoral, mas a recomendação da Procuradoria Geral do Município é para que todos os candidatos recebam tratamento igualitário, independente do partido político. A presença será permitida desde que não haja interferência no serviço público, como por exemplo, entrar nas salas durante horário de aula.


