A reitora afastada da Unioeste, Liana Fuga, disse que para desviar os recursos da instituição, ‘‘os envolvidos apresentavam notas superfaturadas e falsas, além de anunciar a contratação de funcionários que nunca trabalhavam nos projetos, ou seja, contratavam funcionários fantasmas’’. Liana confirmou que desde o ano passado está havendo uma investigação na instituição para descobrir o montante desviado do FAT nos últimos cinco anos.
Ela justificou que não fez antes as denúncias porque não tinha documentos que pudessem comprovar a participação de todas as pessoas citadas na denúncia-crime entregue ontem na Procuradoria Federal. Liana, no entanto, acrescentou que ainda não conseguiu todos os documentos necessários porque a atual reitoria da universidade se nega a entregá-los. ‘‘Nem que tivermos que apelar à Justiça nós vamos ter acesso a esses documentos’’, garantiu a reitora afastada. ‘‘Eles sabem que poderemos comprovar tudo’’, afirmou.
Segundo Liana, logo após o seu afastamento, determinado no início de junho, o escritório regional da Sert aprovou os primeiros convênios para que fossem assinados com a Unioeste.
Procurada ontem pela Folha, a chefe regional da Sert, Gema Fontana, disse que não irá fazer qualquer comentário sobre as denúncias feitas pela reitora afastada da Unioeste, Liana Fuga. Segundo Gema, a secretaria, em Curitiba, já teria contratado um advogado para vir a Cascavel e defendê-la das acusações. ‘‘Prefiro não falar. As denúncias não têm fundamento e agora cabe à reitora comprovar’’, resumiu. (G.A.)

mockup