Reitor decide não comentar decisão
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quarta-feira, 08 de agosto de 2001
Rodrigo Souza Grota<BR>De Londrina 
O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, não quis comentar ontem a decisão do Conselho Universitário em afastá-lo por 90 dias. Testa, que oficialmente havia comunicado anteontem à Coordenadoria de Recursos Humanos estar gozando de um novo período de férias, acompanhou a reunião do conselho em seu gabinete. Por meio de assessores, ele se comunicou duas vezes com o vice-reitor Mauro Ticianelli. Às 12 horas, foi para sua casa.
No início da tarde, enquanto o conselho era reconvocado para deliberar sobre novas questões relacionadas ao afastamento de Testa, o reitor interrompeu suas férias que não chegaram a durar um dia. Em nota oficial, ele alegou estar voltando devido aos princípios da continuidade do serviço público e da obrigatoriedade de desempenho.
Durante toda a tarde, Testa ficou reunido com assessores. O assessor jurídico da UEL, Júlio Roehrig, disse que a Comissão Especial de Investigação (CEI) do conselho fez um trabalho semelhante à inquisição, ressaltando que Testa tem mais condições morais do que nunca para reassumir o seu cargo.
Enquanto Testa discutia estratégias a portas fechadas, estudantes e funcionários iam à reitoria para saber quem efetivamente estava conduzindo a UEL. Grupos pró e contra o reitor chegaram a discutir verbalmente a decisão do reitor de não reconhecer as decisões do conselho.
Por volta das 15h30, Ticianelli confirmou sua permanência no cargo. Ele contou que Testa estava discutindo alguns pontos pelo telefone com o secretário estadual de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Ramiro Wahrhaftig, mas a conclusão da conversa não foi anunciada. Ao sair da reitoria por volta das 18h30, Ticianelli desconversou, dizendo que não sabia onde Testa estava.
Enquanto Ticianelli dava entrevistas, Testa saiu às escondidas por outro setor da reitoria. Mais tarde, o diretor da Assessoria de Relações Internacionais, Jorge Edison Ribeiro, disse que Testa já teria ido à Curitiba.
Com o impasse sobre a permanência de Testa no cargo, não se sabe ainda quais comissões de sindicância serão efetivadas. Oficialmente, prevalece a instauração de seis comissões formadas por servidores e representantes da sociedade determinada por Testa. Mas conselho votou ontem à tarde a instauração e composição de cinco comissões de sindicância formadas por membros da comunidade universitária que irão apurar as denúncias apresentadas no relatório da CEI.


