Reitor da Unioeste veta decisão do Conselho Universitário
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segunda-feira, 27 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
O reitor em exercício da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Wilson Iscuissati, decidiu ontem vetar a determinação do Conselho Universitário (COU). Os conselheiros haviam decidido, na semana passada, pedir a recondução imediata ao cargo do diretor do campus de Cascavel, Paulo Sérgio Wolff. Acusado de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas, Wolff havia sido afastado pelo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Ramiro Wahrhafitg.
O reitor convocou para hoje uma reunião do COU para explicar os motivos do veto. Durante a reunião deverá ser escolhido o nome do substituto de Wolff, que fica no cargo enquanto durarem as investigações sobre as denúncias de má-administração. O diretor do Centro de Educação, Comunicação e Artes, Gilmar Henrique da Conceição, havia sido nomeado pela reitoria, mas não aceitou, em respeito a uma decisão do Conselho do Campus que proibiu qualquer membro de assumir o posto.
O Conselho Universitário alega que o Tribunal de Contas havia apontado apenas procedimentos errados na administração do campus, que já foram corrigidos pela direção. Já Iscuissati justificou que a decisão de afastar Wolff partiu de um Secretário de Estado e que ele não teria autonomia, como reitor, para reconduzi-lo ao cargo.
Wolff se demonstrou indignado com a decisão do reitor. ''Jogaram a Constituição Federal no lixo. Quem me nomeou foi o reitor e somente ele poderia ter me afastado do cargo'', afirmou. O diretor afastado acrescentou que pretende esperar os resultados da reunião do COU para tomar qualquer atitude que garanta seu retorno ao cargo. ''Estamos buscando uma negociação administrativa junto a Seti, mas se não for possível poderemos buscar nossos direitos na Justiça'', disse.
Wolff observou que seu afastamento e essa indecisão quanto ao cargo de diretor estão prejudicando vários setores do campus que estão com suas atividades paralisadas. Ele citou como exemplos o setor de transporte, os pagamentos de convênios efetuados e de dívidas do campus e até mesmo o pagamento de salário de estagiários e contratados. ''A permanência dessa situação, sem diretor-geral, levará a uma imediata paralisação de todas atividades administrativas do campus'', afirmou.


