Os atuais coordenadores das regiões metropolitanas de Londrina e Maringá vão encerrar suas respectivas gestões no próxima sexta-feira com uma série de projetos que não saíram do papel. Eles esperam, entretanto, que tais projetos não acabem no fundo da gaveta, mas sejam executados pelo novo governo que assume dia 1º de janeiro. Segundo o governador eleito Beto Richa (PSDB), as regiões metropolitanas serão substituídas por Redes de Desenvolvimento.
A coordenadora da Região Metropolitana de Londrina, Elza Correia, faz um balanço ''extremamente positivo'' de sua gestão. Ela destaca como principal obra a formação do Consórcio Intermunicipal Segurança Pública que permitiu a liberação pelo governo federal de R$ 14 milhões para o setor. Com parte desse recurso foi possível, segundo ela, a formação da Guarda Municipal de Londrina. Outro item que destaca foi a reforma ou construção de 400 pontos de ônibus cobertos para atender os passageiros do transporte coletivo metropolitano.
Entre os projetos que não avançaram de forma satisfatória estão a esperada integração do transporte coletivo metropolitano nas quatro cidades conurbadas da região metropolitana (Londrina, Cambé, Ibiporã e Rolândia) e a criação do polo florícola entre Tamarana e Ortigueira.
Elza define que a região metropolitana é um organismo de articulação entre os governos estadual e federal e os municípios, mas que não tem recursos, autonomia e nem poder para executar projetos. E foi exatamente esta a dificuldade para a implantação do transporte coletivo metropolitano, que previa para este ano.
Segundo ela, o projeto não se viabilizou por falta de interesse do prefeito Barbosa Neto (PDT) e do ex-prefeito Nedson Micheletti (PT). ''Está tudo pronto, basta o prefeito dizer 'vamos fazer', mas a coordenadoria não tem autoridade para forçar os prefeitos a fazerem aquilo não querem fazer.''
Quanto ao polo florícola, ela acredita que o projeto seria a redenção de quase duas mil famílias de pequenos produtores rurais da região. Segundo Elza, o projeto é viável porque não depende de grande área de terra, por ser altamente rentável para as famílias e oportuno porque o Paraná importa 98% das flores que consome.
Apesar das dificuldades, Elza diz que a estrutura das regiões metropolitanas deve ser repensada, com a destinação de recursos e funcionários para realizar suas atividades. ''As regiões metropolitanas são um processo em construção e não consigo imaginar o desenvolvimento sem uma gestão metropolitana, sem um plano regional, que é outra coisa que não conseguimos fazer até aqui.''

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