Curitiba - A entrada em vigor do novo Regimento Interno da Assembléia Legislativa no ano que vem deu o pontapé inicial para a temporada de troca de partidos pelos deputados estaduais. O novo regimento prevê que partidos pequenos percam benefícios como o de manter um gabinete estruturado para atender as lideranças das siglas. A temporada de troca-troca partidário que se inicia só deve acabar no início de outubro, prazo final dado pela Justiça Eleitoral para que os políticos escolham a sigla pela qual irão disputar as eleições de 2006.
O primeiro partido a sentir os efeitos do novo regimento é o PSL. É dada como certa a filiação de Geraldo Cartário ao PP. O deputado Luiz Carlos Martins também deve mudar de sigla, o que extingue a representação do partido na Assembléia.
Outros partidos optaram por uma outra saída para não serem enquadrados na cláusula que acaba com a estrutura de liderança para partidos com menos de quatro parlamentares. O PSB deve formar um bloco parlamentar com o PP, criando um grupo de cinco deputados (seis caso Cartário oficialize sua transferência ao PP).
Mas não é apenas o regimento que está estimulando a infidelidade partidária. As eleições de 2006 para governador, senador, e deputados federais e estaduais também estão causando rebuliço. O PMDB, que já se tornou a maior bancada com as adesões desde a eleição do governador Roberto Requião, espera crescer mais até outubro. Ontem os deputados governistas pediram aos secretários estaduais mais atenção para os problemas da bancada, tentando evitar um racha na base de apoio do governo ao longo do ano.
O PSDB, principal partido de oposição na Assembléia, também prevê crescimento. ''É natural que com a proximidade das eleições mais gente deixe a bancada do governo. A bancada de oposição começou com apenas seis deputados e hoje já contamos com nove deputados, além de outros apoios ocasionais'', contabilizou Valdir Rossoni, que ontem substituiu Durval Amaral (PFL) na liderança da oposição.

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