Curitiba - O processo de votação do novo regimento interno da Assembléia Legislativa está dividindo os deputados, que irão iniciar a apreciação do projeto na semana que vem. Com 174 emendas apresentadas ao projeto original até o momento e a possibilidade de outras serem apresentadas até segunda-feira, o regimento fica cada vez mais assemelhado a uma colcha de retalhos, sem uma unidade temática.
Um exemplo é o número de comissões permamentes da Casa. Embora a idéia original fosse reduzir o número de comissões das atuais 17 para 12, concentrando assuntos em menos comissões, as emendas acatadas já elevaram esse número novamente para 16. ''Eu sou contra essa quantidade de comissões. No fim, todas acabam perdendo força. Muitos assuntos poderiam ser agrupados facilmente'', defendeu Augustinho Zucchi (PDT).
A maneira como as comissões serão compostas também divide os deputados. Muitos são contra a possibilidade de integrantes da mesa executiva participarem das comissões. O atual regimento proíbe essa participação, embora uma proposta para o novo preveja que apenas os 2º e 3º vice-presidentes e os 3º, 4º e 5º secretários possam integrar as comissões.
Atualmente, as comissões permanentes são preenchidas conforme a proporcionalidade de cada bancada na data da posse dos deputados estaduais. Assim, o partido com mais integrantes pode indicar o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais cobiçada por analisar todos os projetos que passam pela Casa. Porém, afirmava-se ontem na Assembléia que, em vez da bancada da posse poderia ser levada em conta a bancada no início do biênio de atividade de cada comissão, o que poderia motivar uma dança de partidos a cada dois anos.
Mudanças partidárias também devem ocorrer com a aprovação do artigo que prevê que cada partido com menos de 4 deputados perca o direito a ter uma liderança. Os líderes, além de receberem estrutura física diferenciada, têm outras prerrogativas como tempo garantido de discurso no plenário e indicações de membros para comissões. Vários deputados de partidos pequenos assinaram uma emenda tentando reduzir para três o número mínimo de integrantes.

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