Região metropolitana depende de novos estudos
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sábado, 15 de novembro de 2003
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A implantação da Região Metropolitana de Londrina (RML), criada em lei de 1998, foi o tema da audiência pública realizada ontem na Câmara de Vereadores de Londrina.
O tema foi levantado devido a não previsão de recursos para a implantação da RML no Orçamento do Estado que será executado em 2004, e no Plano Plurianual do Estado (PPA) 2004/2007. A região metropolitana envolve quase 700 mil habitantes de Londrina, Cambé, Ibiporã, Tamarana, Rolândia, Sertanópolis, Jataizinho e Bela Vista do Paraíso.
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), argumentou que são necessários recursos para que a RML finalmente saia do papel. ''A região metropolitana precisa estar integrada à estrutura do Estado. O ideal é uma vez que existe a Secretaria Especial da Região Metropolitana de Curitiba, que ela seja transformada em uma Secretaria Estadual das Regiões Metropolitanas do Paraná, já que é um órgão do governo do Estado. Se não for possível, pode ser uma diretoria da Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Ali você teria uma rubrica orçamentária para vincular a constituição da nossa região metropolitana'', sugeriu Nedson durante a audiência. ''A segunda proposta é negociar um valor para esta rubrica orçamentária. Temos aí mais de R$ 90 milhões para a região metropolitana de Curitiba, por enquanto temos uma proposta na Assembléia Legislativa feita pelo deputado André Vargas de R$ 7 milhões, mas vamos negociar o que é possível. A região metropolitana de Londrina tem que sair do papel e começar a funcionar'', complementou.
Segundo a secretária de Planejamento do Paraná, Eleonora Fruet, que participou da audiência, antes de qualquer destinação de recursos, como prevê a emenda ao orçamento, são necessários estudos envolvendo as necessidades dos oito municípios. ''A região metropolitana já existe. Acho que concretamente o que é importante dizer para os municípios que a compõem, é que se eles se vêem como região metropolitana e que projetos eles acham importantes. Eles têm que estabelecer estas prioridades'', afirmou. ''Quando se estabelece uma emenda você estabelece através de um projeto. Qual é o projeto que vai remeter a este R$ 7 milhões? Acho que a partir daí, com um bom projeto, com um bom estabelecimento, a gente pode fazer um acompanhamento destes projetos e destes investimentos.''
A secretária disse preferir não burocratizar a implantação da RML. ''Acho que a gente não pode se perder no escaninho da burocracia, no escaninho de você ter uma estrutura pesada. Acho que é mais do que isso. Acho que é uma ação integrada, conjunta e efetiva de resultados positivos para a região''. disse.
O superintendente do programa Paranacidade, braço executivo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado, Luiz Forte Neto, disse durante a audiência, que o governo do Paraná deverá investir em projetos de desenvolvimento regionais, cerca de R$ 5 milhões em 2004. ''Não queremos repetir o que foi feito em 1998, com a aprovação de uma lei que não previa nenhum estudo técnico. Estamos agora planejando e no próximo ano todas a regiões do estado do Paraná estarão planejadas.''
Também participaram da audiência, os prefeitos de Jataizinho, Teresinha Sanches (PMDB), e de Sertanópolis, Reinaldo Reis (PSDB), os deputados estaduais Durval Amaral (PFL), Elza Correia (PMDB), José Maria Ferreira (PMDB), André Vargas (PT) e Barbosa Neto (PDT), o deputado federal Paulo Bernardo (PT), além de diversos vereadores e secretários municipais.


