O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou ontem em Londrina durante visita de apoio ao candidato a reeleição Nedson Micheleti (PT) que acredita que as principais reformas propostas pelo governo federal, como a Previdênciária, Tributária, a lei de falências e a Parceria Público-Privada (PPP), serão aprovadas pelo Congresso Nacional até o primeiro trimestre de 2005.
''Tenho certeza que a Câmara e o Senado, após as eleições, vão aprovar as medidas provisórias que estão lá e as principais medidas, no caso do Senado, a PPP (Parceria Público-Privado), no caso da Câmara, a reforma da Previdência, que é a PEC Paralela, a reforma Tributária, o projeto de biossegurança e a lei de falências. Acredito que até março e abril teremos todas essas legislações aprovadas no Congresso Nacional'', disse o ministro. ''Aí o país completou um ciclo de reformas e então vamos avançar na reforma política, sindical, trabalhista e terminar a reforma do Judiciário, que é um segundo ciclo. Mas esta parte, tenho certeza que vai caminhar bem no Congresso Nacional como caminhou no ano de 2003. O ano de 2004 é ano de eleição e em qualquer país democrático do mundo, ano de eleição, o Congresso trabalha em um outro ritmo'', minimizou.
O ministro ainda prometeu em Londrina uma série de investimentos previstos para 2005. ''O ano de 2005 é o ano de investimento na infra-estrutura, ampliação da educação técnico-profissional, investimento em ciência e tecnologia, e ano de melhorar as condições de crédito, de acesso ao financiamento para investimentos no Brasil. Queremos manter a economia do Brasil crescendo 4,5%, criando dois milhões de empregos com carteira de trabalho assinadas por ano'', disse Dirceu. No entanto, o ministro se negou a comentar a possibilidade de aumento dos juros de 0,25% na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM), agendada para esta semana. ''Esse assunto está fora da agenda do governo. É um assunto do Copom. Vamos esperar a reunião do Copom. Eu estou aqui hoje fazendo campanha como militante do PT. O governo está bem, foi aprovado nas urnas. O PT foi o partido mais votado, reelegemos a metade dos prefeitos que tínhamos e o PSDB, por exemplo, não reelegeu nem 15%. O PT foi aprovado principalmente pelos bons governos que fez nas cidades brasileiras. Agora vamos cuidar do dia 31 de outubro.''
Em Londrina, o ministro participou de uma caminhada pelo Calçadão da cidade, principal via comercial da região central, com o candidato petista, o deputado federal Paulo Bernardo (PT), o presidente do partido no Estado, deputado estadual André Vargas, e o filho, Zeca Dirceu, eleito prefeito de Cruzeiro do Oeste (PR). ''Estou muito feliz, emocionado de estar no Paraná, todos aqui sabem que eu sou cidadão paranaense, que a Assembléia me deu esta honra, e fico mais feliz de estar acompanhado pelo meu filho Zeca, eleito prefeito de Cruzeiro do Oeste. Eu morei, vivi na década de 70 no Paraná, em Cruzeiro do Oeste e nunca pensei na minha vida que o meu filho seria prefeito da cidade que me acolheu, que me protegeu quando eu era perseguido pela ditadura militar'', disse ao se pronunciar em um palanque montado no Calçadão. ''Aqui, com o apoio do PMDB, PTB e das lideranças do PSDB, tenho certeza que o povo vai reconduzir o Nedson. O povo sabe o que é melhor para Londrina'', complementou.
Ao final da visita, de cerca de 1h30, Dirceu entrou em contato por telefone com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. ''Quero informar que o ministro Roberto Rodrigues está com Londrina, pelo bem de Londrina. Acabou de conversar com o prefeito e declarar o apoio que é muito importante para nós pela liderança que ele tem no setor rural, no setor agroindustrial de Londrina'', relatou. ''Convidei ele (Rodrigues) para vir para cá e solicitei contato dele com a Sociedade Rural do Paraná, que é sediada em Londrina, para somarmos forças nesta luta, pedir que o ministro converse com a direção da Sociedade Rural para chamá-los nesta caminhada''. Segundo Dirceu, uma visita do ministro da Agricultura a Londrina, depende da agenda de Rodrigues.
Ontem, Dirceu ainda esteve em Ponta Grossa, na campanha do candidato a reeleição, Péricles Hollebem de Melo (PT), e em Maringá, ajudando na campanha do petista João Ivo Callefi.

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