Reformas repercutem em N.York
O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), afirmou que, com as modificações que o Congresso está fazendo na legislação do País, o presidente Fernando Henrique Cardoso será reeleito em condições melhores do que as que recebeu.
Ainda eufórico com a aprovação das reformas administrativa, no Senado, na terça-feira, e previdenciária, anteontem, na Câmara, ACM celebrou o resultado do período de convocação extraordinária, que termina hoje.
O Senado, especificamente, nunca trabalhou tanto como nesta convocação extraordinária, disse. Na opinião dele, o esforço dos senadores valeu por um semestre inteiro do Legislativo, com a aprovação de 35 matérias importantes.
O presidente do Congresso disse que a votação das reformas da Previdência e administrativa teve uma repercussão notável em Nova York, segundo relato feito a ele pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente. O senador disse não ter recebido, entretanto, nenhuma sinalização da equipe econômica do governo de que faria uma redução das taxas de juros em função das votações ocorridas nesta semana no Congresso. Essa possibilidade chegou a ser especulada anteontem, no mercado. Magalhães previu, porém, que os resultados, com certeza, se refletirão na redução das taxas. Este é o propósito desde o pacote fiscal, fortalecido agora com a sinalização que foi dada para o exterior, afirmou.
ACM anunciou para dia 2 o retorno das atividades da Casa. Segundo ele, nos dias 2, 3 e 4, haverá o debate, em segundo turno, da emenda constitucional da reforma administrativa. Se não for possível votar a proposta no dia 4, a votação, segundo Magalhães, deverá ocorrer na semana seguinte, possivelmente no dia 11. O senador informou ainda que, na próxima semana, não haverá nenhuma atividade no Senado. (AE)





