Brasília - Rebatendo críticas aos projeto de reforma sindical, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou aos participantes do congresso que ''a reforma sindical que está no Congresso não é uma reforma da estrutura sindical brasileira proposta pelo governo''. Segundo ele, ''o governo é cúmplice de uma proposta construída pelos mais importantes dirigentes sindicais brasileiros e pelos mais representativos setores empresariais, com a participação do nosso governo, via Ministério do Trabalho''. E acrescentou: ''que ninguém saia pelo mundo dizendo que o governo está tentando impor uma reforma na estrutura sindical brasileira pois esta reforma é o resultado do que do que um ventre dos empresários e dos sindicalistas conseguiram produzir neste país''. Neste momento do discurso, houve algumas palmas, dos sindicalistas favoráveis ao projeto, ligados à Centra Única dos Trabalhadores (CUT) e à Força Sindical, e silêncio dos representantes da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), deixando clara a divisão que existe entre eles.
O presidente avisou ainda que as divergências em relação ao projeto devem ser superadas no Congresso. Mas, de acordo com Lula, ''o que não pode, é um dirigente sindical continuar falando em liberdade e autonomia sindical e ficar defendendo a cópia fiel da carta de Mussolini, que permeia a estrutura sindical brasileira''. T.M.)

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