O presidente avisou ontem no seu discurso, que ‘‘antes de dezembro’’ quer aprovar ‘‘algumas propostas de regulamentação’’ e apelou aos parlamentares para que votem a reforma da Previdência ainda em outubro. ‘‘Apelo à consciência cívica dos deputados independentemente dos partidos a que pertençam para que compareçam e votem, não a favor do governo, mas a favor do País.’’
Fernando Henrique informou ainda que a reformulação da proposta da reforma fiscal será encaminhada ao Congresso ainda este ano. ‘‘Quero reafirmar meu compromisso de estruturar uma proposta de ajuste fiscal para os próximos três anos’’, declarou o presidente da República, acrescentando que ‘‘a melhora na situação fiscal terá que ser substancial já em 1999’’.
Fernando Henrique Cardoso também lançou desafio aos governantes dos estados e municípios para a necessidade de que eles vivam dentro de seus limites e de forma rápida, decisiva e definitiva. ‘‘Lanço aqui ao País um grande desafio: o desafio do equilíbrio fiscal. Um desafio que eu gostaria de estender aos governadores e prefeitos do Brasil a fora, e aos Legislativos. (...) Para alcançar esse objetivo a opção é simples: fazer logo o ajuste, enfrentando de uma vez as opções e sacrifícios necessários e voltar a crescer nos níveis adquados o mais cedo possível. Não fazê-lo significa prolongar o período de crescimento satisfatório.’’
Para o presidente FHC, o crescimento é uma condição indispensável igualmente para a criação de empregos. ‘‘O déficit público é uma das maiores razões pelas quais não podemos crescer mais rapidamente, embora o País tenha condições e necessite disso’’. E as razões que atrapalham esse crescimento, de acordo com o presidente Fernando Henrique, são: a alta dos juros e a falta de recursos para investimentos. (A.E.)

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