Agência Folha
A reforma ministerial que deverá ser feita até o final do mês causou ontem divergências entre aliados do presidente Fernando Henrique Cardoso. Enquanto o PSDB e o PFL se uniram no mesmo discurso, dando carta branca a FHC para reformular a equipe, o PMDB criticou a proposta de mudanças no ministério. Numa reforma ministerial, o PMDB poderá perder espaço, pois pefelistas e tucanos têm defendido o afastamento do partido da base governista.
Líderes PFL e PDSB se reuniram ontem com FHC, mas não houve nenhum encontro com a cúpula do PMDB. O único peemedebista recebido pelo presidente foi o senador Fernando Bezerra (RN), ainda assim na condição de líder do governo no Senado, junto com os líderes na Câmara e no Congresso. O Palácio do Planalto fez um único comentário oficial ontem sobre a reforma ministerial. ‘‘O presidente fará as mudanças quando achar oportuno e conveniente , disse o porta-voz Georges LamaziSre.
Os senadores do PSDB entregaram a FHC uma carta dando liberdade ao presidente para fazer a reforma ministerial. A carta reforça o discurso do presidente do partido, senador Teotonio Vilela Filho (AL). Ele afirmou que o PSDB acatará qualquer decisão de FHC.
Líderes tucanos e pefelistas adotaram uma posição semelhante. Para eles, a atual equipe foi formada para enfrentar a crise econômica e o momento é de ‘‘avançar’’. Embora liberem o presidente para mexer em seus ministros, afirmam que é preciso manter a representação partidária.

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