Reforma política fica para a próxima semana
Agência Estado
De Brasília
Um acordo selado ontem pela manhã na casa do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), deverá fazer a reforma política ser retomada no Congresso a partir da próxima semana. O PFL, o PMDB e o PSDB, os três maiores partidos no Legislativo, darão prioridade para as propostas que reduzam o número de legendas. A meta é aprovar a proibição de coligações proporcionais nas eleições municipais de 2000, instituir a cláusula de barreira em 2002 e a fidelidade partidária em 2004.
A reforma política é do interesse direto do presidente FHC, que, repetidas vezes, pediu pressa na implementação das mudanças, alegando temer conflitos institucionais entre o Legislativo e o Executivo, caso um candidato presidencial minoritário no Congresso seja sucessor dele.
Decidimos avançar nos pontos que já são consensuais entre nós, referentes ao fortalecimento dos partidos, disse o líder tucano no Senado, Sérgio Machado (CE), um dos participantes da reunião. Também estiveram na casa de Bornhausen os presidentes nacionais do PMDB e do PSDB, senadores Jáder Barbalho (PA) e Teotônio Vilella Filho (AL), o líder do PFL no Senado, Hugo Napoleão (PI), e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, José Agripino Maia (PFL-RN).
Na próxima semana, a CCJ deve aprovar a emenda do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) que cria a possibilidade de federação dos partidos, como compensação às pequenas legendas prejudicadas pelo fim de coligações. A expectativa da cúpula dos três partidos é que os deputados não façam alterações no projeto, única hipótese para a proposta se transformar em lei antes de 30 de setembro, prazo final para a aprovação de qualquer mudança que afete as eleições de 2000.





