Brasília - A reforma política deve estar no centro das discussões sobre o calendário de votações do Congresso Nacional, com a retomada dos trabalhos a partir de 15 de fevereiro. O líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (BA), afirma, no entanto, que em ano pré-eleitoral poderá ser difícil aprovar mudanças importantes na área política.‘‘Evidentemente que eu vou discutir o assunto, mas não vou forçar ninguém. Não vou fazer reforma política forçada nem para privilegiar ninguém. Queremos fazer algo que pode ser passo a passo, mas cada momento é um momento’’, declara Aleluia.
  Entre as mudanças previstas estão o financiamento público de campanhas; a implantação das listas fechadas, pelas quais o eleitor passará a votar em chapas organizadas pelas convenções partidárias; e o fim das coligações nas eleições proporcionais, com a criação de federações partidárias, às quais os partidos deverão permanecer filiados por no mínimo três anos.
  A reforma também institui a cláusula de barreira, pela qual um partido, para eleger um deputado federal, precisa obter 2% dos votos do eleitorado nacional distribuído, em pelo menos, nove Estados. A mudança evitaria que um partido elegesse deputados em apenas um estado, como aconteceu com o Prona, cujos cinco deputados federais são de São Paulo.

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