Reforma Política entrará na pauta da Câmara na próxima semana
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quinta-feira, 28 de junho de 2007
Renata Giraldi<BR>Folhapress 
Com a exclusão quarta-feira à noite da possibilidade de criar o sistema de voto em listas partidárias, a Câmara vai tentar votar mais quatro itens da reforma política na semana que vem. A idéia é pôr em votação o financiamento público e privado de campanhas eleitorais, regras para fidelidade partidária e ainda normas para a federação dos partidos, além do fim das coligações partidárias. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o assunto será colocado na pauta da próxima quarta-feira.
Na terça-feira, Chinaglia vai se reunir com os líderes partidários para definir os procedimentos de votação. Antes, as bancadas vão fazer reuniões separadas. É que, apesar de a maioria aprovar a proposta de votação, ainda há várias polêmicas envolvendo os principais temas.
''Vamos ter uma reunião com os líderes para ver o acordo de procedimentos'', disse Chinaglia, sinalizando que a votação na próxima semana deverá ser menos tensa do que a de quarta-feira, que ocorreu por volta das 23h.
Segundo os deputados, a polêmica é sobre a definição de quem teria direito ao financiamento público e ao privado - ou a ambos. Um grupo defende que apenas os candidatos majoritários (presidente, governador e senador) teriam direito ao financiamento público. Já outro grupo quer que os candidatos proporcionais (deputados e vereador) tenham direito a receber colaborações da iniciativa privada.
Também deverá ser colocado em pauta o item que define regras para que os parlamentares troquem de partido. Há duas propostas em discussão: uma que exige fidelidade partidária por quatro anos e outro que estabelece um prazo menor, de três anos.
Os deputados pretendem votar ainda a proposta de federação partidária. Nela, os partidos políticos se unem por três anos e devem manter a parceria por esse período. E, há ainda a possibilidade de votar o fim das coligações para eleições proporcionais.
Na quarta-feira à noite, os deputados rejeitaram a criação do sistema de voto em listas partidárias. Foram duas votações, quando trataram da proposta de lista fechada - na qual o eleitor votaria apenas em partidos em eleições proporcionais - e a flexível - que permitiria também a alternativa de escolher um candidato.
A lista fechada foi rejeitada por 252 votos contra e 181 a favor, e o modelo flexível, por 240 votos contra e 203 a favor. A divisão ocorreu porque faltou consenso entre os partidos: PR, PTB, PP e PDT eram contrários à adoção da lista fechada. PMDB, PT e DEM eram favoráveis. Todos tinham dissidências.


