Reforma política é prioridade para 2005
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2004
Folhapress 
São Paulo - De olho nas eleições de 2006, o PT já elegeu como prioridade para o ano que vem a reforma política. Na opinião do presidente da legenda, José Genoino, a aprovação da proposta em 2005 é ''fundamental'' para o pleito do ano seguinte.
De acordo com Genoino, este ano a agenda legislativa foi ''proveitosa e rica'', com a aprovação de projetos como a Lei das Falências e as regras para as Parcerias Público-Privadas (PPP), e que agora é necessário consolidar o ''bom momento político''.
O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), ao fazer um balanço dos trabalhos da Casa, seguiu raciocínio semelhante. Para João Paulo, a reforma política será um dos desafios para nova presidência da Casa, que será escolhida em fevereiro.
José Sarney (PMDB), presidente do Senado, lamentou, ao também fazer um balanço de fim de ano, que não tenha sido aprovada este ano a reforma política. Segundo Sarney, o atual sistema é ''um pandemônio que remonta ao Século 19''.
A discussão em torno da reforma política foi retomada na Câmara no ano passado mas não conseguiu avançar por falta de consenso em torno das mudanças nos sistemas eleitoral e partidário brasileiro.
Entre as propostas, estão o financiamento público de campanhas, a implantação das listas fechadas (pelas quais o leitor passará a votar em chapas pré-ordenadas pelas convenções partidárias), e o fim das coligações nas eleições proporcionais, com a criação de federações partidárias, em que os partidos deverão permanecer filiados por no mínimo três anos.


