Reforma na AL termina em fevereiro
Leandro Donatti
De Curitiba
O plenário da Assembléia Legislativa, em Curitiba, virou um canteiro de obras. Cerca de 20 homens cuidam de um pacote de reformas encomendado pela mesa executiva para meados de fevereiro, quando termina oficialmente o recesso parlamentar. Na volta ao trabalho, os deputados vão encontrar um plenário novinho em folha, completamente diferente daquele que deixaram em dezembro do ano que passou.
As reformas vão custar R$ 145 mil, informou ontem o secretário geral da Casa, Hermas Brandão (PTB). Os serviços, prestados pela Construtora Kais Ltda., foram contratados não por licitação, mas pela modalidade de cartas-convites. A arquiteta Karin Klassen, proprietária da empresa, responde pela obra.
Carpetes, luminárias, cadeiras e paredes de gesso. Tudo novo, para garantir melhor acomodação aos 54 parlamentares. O painel instalado há mais de 10 anos para controlar a presença dos faltosos será encostado de vez, por ordem da mesa executiva. O argumento oficial é que ficaria muito alta a despesa para se ativar o equipamento eletrônico. Os carpinteiros arrematavam ontem a parede que serviu de base para o painel, que nunca funcionou.
A parte elétrica do plenário também será renovada. A altura do teto cerca de 30 metros tornou-se um problema com o passar dos anos. Cada vez que uma lâmpada queima, a Assembléia tem de chamar o Corpo de Bombeiros para trocá-la. As paredes de compensado mofaram e apodreceram. Razão pela qual estão sendo derrubadas e substituídas por gesso, com a ajuda de andaimes usados também para estancar as goteiras.
A mexida geral do plenário é apenas uma parte do projeto de restauração em curso. A mesa executiva estuda edital para promover obras mais arrojadas como a construção de uma passarela coberta ligando dois dos três prédios que compõem o complexo do Legislativo; remodelação de gabinetes; e uma readequação do território dos deputados.
Anteontem, o presidente da Casa, Nelson Justus (PTB) e o secretário Hermas Brandão circularam pelos corredores e instalações dos prédios da Assembléia. Nos próximos dias, os gabinetes da mesa executiva e parte do setor administrativo serão transferidos para acomodações provisórias, num dos andares do prédio que pegou fogo há cerca de cinco anos e cuja restauração foi concluída ainda na gestão de Aníbal Khury, que morreu em agosto do ano passado. Justus e Hermas foram conferir a instalação das primeiras divisórias que separarão o espaço por setores.





