Reforma ministerial recomeça em fevereiro
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terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Gabriela Guerreiro<br> Folhapress 
Brasília - Com a apresentação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai agora concentrar esforços para a conclusão da reforma ministerial que deve ser anunciada em fevereiro. O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) disse ontem que Lula retomará as conversas com partidos da coalizão a partir de 2 de fevereiro para definir a distribuição das pastas no primeiro escalão do governo.
O presidente decidiu esperar as eleições para as presidências da Câmara e do Senado para acomodar aliados no ministério. Nos bastidores, os partidos estão barganhando cargos em troca de apoio aos candidatos da base aliada Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Os aliados, no entanto, estão divididos entre a dupla candidatura e temem um racha na coalizão política proposta pelo presidente uma vez que Aldo e Chinaglia vão para a disputa como adversários.
Além dos cargos no primeiro escalão, o governo também aguarda as movimentações no Congresso antes de definir as novas lideranças do governo na Câmara e no Senado. O ministro Tarso saiu em defesa do atual líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), mas evitou fazer previsões sobre os futuros líderes no Congresso.
''O Jucá fez um trabalho excelente, mas não há conversas para definir se ele será mantido. O presidente Lula gosta muito do trabalho dele'', disse. Tarso também justificou a presença do ex-ministro da Integração Nacional e deputado eleito Ciro Gomes (PSB) no Palácio da Alvorada, domingo, quando Lula concluiu a análise das medidas que compõem o PAC. Segundo Tarso, o ex-ministro integrou o governo por bastante tempo e tem ''bagagem'' para participar da elaboração do programa. ''Ele tem acúmulo de conhecimento muito grande e foi convidado a pedido do próprio presidente Lula'', disse Tarso, sem adiantar se Ciro poderá voltar a ocupar um ministério no segundo mandato de Lula.


