O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), considera insignificante a reforma ministerial que o presidente Fernando Henrique Cardoso realizará em abril, para substituir os ministros candidatos. ‘‘Essa reforma é para um semestre’’, disse ontem o senador, que vê nas trocas de pelo menos sete titulares dos ministérios um caráter absolutamente transitório.
Para Antônio Carlos Magalhães, a verdadeira reforma do Ministério só vai ocorrer em 1999, caso Fernando Henrique conquiste seu segundo mandato. Até lá, ACM está convencido de que as mudanças serão provisórias. Quanto ao seu PFL, deverá ter mantida a cota que lhe pertence nos Ministérios, repetindo-se com os demais partidos. ‘‘É natural que se mantenham (as indicações partidárias).’
Do PFL, são dois os ministros que deixarão o posto para concorrer nas eleições: Reinhold Stephanes (Previdência) e Gustavo Krause (Meio Ambiente). O PMDB tem quatro: Eliseu Padilha (Transportes), Íris Rezende (Justiça), Cícero Lucena (Políticas Regionais) e Luiz Carlos Santos (Assuntos Políticos), cujo cargo será extinto depois de sua saída.

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