Estudos de uma equipe de economistas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe) mostram que sem a reforma da Previdência o País deixa de criar até 1,8 milhão de empregos anuais e por isso não acrescenta mais 1,8 ponto porcentual ao Produto Interno Bruto do País. O trabalho, obtido com exclusividade pela Agência Estado, também mostra os desperdícios que ocorrem na área tributária ou administrativa sem as reformas. As conclusões dos pesquisadores serão apresentadas hoje no ‘‘Fórum de Reformas - A Nação tem pressa’’, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Na área tributária, se houvesse a reforma como preconizam os economistas da USP, haveria um crescimento do PIB de 6,3%, e a taxa de investimento anual subiria para 22% do mesmo PIB, gerando mais empregos. Mas o trabalho alerta que mantido o atual modelo, ‘‘projeta-se um déficit crescente, que deverá se situar entre 6,2% a 9% do PIB, no ano 2.030’’.
A Fiesp reúne a partir das 9 horas de hoje representantes do poder executivo e os presidentes do Congresso, Senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o da Câmara, Michel Tamer. Eles vão discutir como apressar as reformas.
O estudo dos economistas da Fipe é técnico, com mais de 200 paginas em três cadernos, um para cada reforma. Da equipe da Fipe que trabalhou neste estudo, participaram os economistas Hélio Zylberstajn, Ivo Torres, Reynaldo Fernandes, Ronald Hillbrecht, Runidei Toneto Júnior e Siegfred Bender. Veja na matéria abaixo alguns dos pontos do sumário executivo, elaborado pelos economistas da Fipe para facilitar a leitura e já com as conclusões.

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