Brasília A reforma administrativa lançada pelo Palácio do Planalto incluirá a reestruturação de cerca de 20 órgãos da administração federal e um aumento salarial de até R$ 2.020 para a cúpula do Poder Executivo que faça parte da carreira pública. A medida, embutida discretamente na MP da reforma ministerial editada sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve beneficiar 19 pessoas do primeiro-escalão dos ministérios e 1.713 servidores que ocupam cargos em comissão do tipo Direção e Assessoramento Superiores (DAS), além de 3 mil ocupantes de Cargos de Direção em universidades federais.
O reforço salarial ocorrerá por meio de um aumento da ''gratificação'' recebida hoje pelos servidores do quadro ou cedidos por outros órgãos que ocupam cargos em comissão dos seguintes tipos: Natureza Especial (NES), como secretários-executivos e comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, DAS dos níveis 4,5 e 6 (chefes de gabinete, secretários e assessores especiais) e Cargos de Direção (CD) das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES).
Hoje, a remuneração dos cargos varia de R$ 3.080 a R$ 8.080 mensais. É o valor recebido por alguém indicado de fora do serviço público para o cargo. Quando o indicado é servidor, a legislação permite que acumule o salário normal e uma fração da remuneração do cargo em comissão. Essa gratificação é que subiu de 40% para 65% com a edição da MP.

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