Reforma enfrenta nova resistência
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sexta-feira, 21 de novembro de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
Os secretários da Fazenda e da Ação Social, Luiz César Guedes e Marisa Goettel do Nascimento, respectivamente, também querem mudanças na reforma administrativa proposta pelo secretário geral Gino Azzolini Neto. Ontem, a coordenadora especial da mulher, Cleide Camargo, também se reuniu com o secretário pedindo alteração das modificações previstas em sua pasta. Ela calcula ter uma redução de 70% no número de atendimentos prestados pela coordenadoria caso a reforma seja aprovada como está. Ele foi bem receptivo e tenho a impressão de que a proposta pode ser alterada, acredita.
Antes do final do encontro entre os dois, o secretário geral disse à Folha que eventuais mudanças na reforma serão definidas somente pelo prefeito Antonio Belinati (PDT) ou com a apresentação de emendas e substitutivos dos vereadores. A reforma é de fundamental importância e, em 20 anos, irá representar a economia do patrimônio da Sercomtel, comparou, calculando-o em R$ 150 milhões. A meta é economizar R$ 7,5 milhões por ano.
Guedes não ficou satisfeito com a proposta de fusão de sua pasta com a do Planejamento. Não há dúvida da importância da reforma, mas minha área é mais o planejamento, diz ele, que está acumulando as funções. Para Azzolini Neto, Guedes revelou-se um grande secretário da Fazenda. Neste momento de dificuldade, precisamos que ele fique de castigo na Fazenda.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Renato Araújo (PPB), criticou o fato de não ter sido chamado antes para saber detalhes da reforma, mas o secretário geral promete para a próxima semana explicar todas as medidas para cada vereador. A correria foi muito grande, justifica Gino Azzolini, para quem as críticas são normais. Não tinha a pretensão de coordenar uma reforma sem polêmica.


