Curitiba - Uma equipe de pelo menos vinte técnicos começa a trabalhar nos próximos dias no Palácio Iguaçu, sede do Poder Executivo nos últimos 53 anos, para recuperar a estrutura do prédio, que apresenta infiltrações – inclusive no terceiro andar, onde ficava o gabinete do governador –, rachaduras e mármores trincados. A obra não tem custo estimado.
  De acordo com o secretário de Obras Especiais, Luiz Caron, o valor vai depender do que for necessário reformar. A FOLHA apurou que uma sondagem preliminar, feita há meses, avaliou um custo aproximado de R$ 10 milhões, mas essa cifra pode variar. A duração das obras também depende da situação do prédio. A princípio, o governo trabalha com o prazo de 18 meses.
  Segundo Caron, antes do início de qualquer reforma será feita uma investigação detalhada da situação do prédio – estrutural, elétrica, instalações hidrossanitárias. Só depois a obra será licitada. Inaugurado em 19 de dezembro de 1953, o Palácio Iguaçu teve 53 anos de uso ininterrupto.
  Enquanto o Iguaçu fica fechado para as reformas, a sede do governo e várias secretarias passam a funcionar no recém-batizado Palácio das Araucárias, o antigo ‘‘esqueleto’’ do Centro Cívico. Abandonado por duas décadas, o edifício foi reformado e agora abriga a sede do poder Executivo. A reforma consumiu R$ 29,5 milhões. O novo prédio está sendo ocupado por funcionários do Gabinete do Governador, da Casa Civil, Casa Militar, Secretaria da Comunicação Social e Cerimonial, que trabalhavam no Iguaçu.
  Servidores de secretarias que funcionam no Complexo Santa Cândida, usado em regime de comodato após a venda do Banestado para o Itaú, em outubro de 2000, também serão transferidos para o Palácio das Araucárias.

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