Reforma do Judiciário pode ser votado até dia 13
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2004
Agência Brasil 
Brasília O Congresso Nacional pretende votar os pontos consensuais da reforma do Poder Judiciário durante a convocação extraordinária que se encerra em 13 de fevereiro. De acordo com o presidente da Comissão especial que analisa o assunto na Câmara, José Eduardo Cardozo (PT-SP), há vários aspectos positivos que foram aprovados pelos deputados e que podem ser consenso no Senado para promulgação imediata. Os pontos mais polêmicos, explicou o parlamentar petista, podem retornar à Câmara Federal para novas votações.
A reforma do Judiciário tramita no Senado há mais de três anos e faz parte da pauta de convocação extraordinária. ''Existe a vontade política de votar e isso é importante'', salientou. Mas alertou que o período de convocação é insuficiente para aprovar todos os pontos consensuais e enviar à Câmara as partes mais polêmicas.
Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado ouviu o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, sobre a reforma. O jurista pediu aos senadores que agilizem o processo e votem durante a convocação extraordinária os pontos aprovados pela Câmara que já obtiveram consenso. ''Não podemos perder tempo na convocação. Devemos focar os aspectos consensuais e deixar as questões polêmicas para a sessão legislativa'', afirmou Vidigal.
Em reunião com o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, os líderes do Senado já assumiram o compromisso de votar os temas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana. O objetivo é que os temas sejam levados ao plenário na última semana da convocação.
Segundo o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), são cinco os pontos consensuais na proposta de reforma do Judiciário. Um deles é a federalização dos crimes contra direitos humanos. Constam ainda da lista de consenso o controle externo do Poder Judiciário; a unificação dos concursos para juízes; a quarentena de três anos para que juízes aposentados voltem a atuar como advogados; e o fortalecimento das Varas de Justiça.


