O presidente da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara, vereador Célio Guergoletto (PMDB), disse ontem que pedirá mais dez dias para analisar os cinco projetos do Executivo que tratam da reforma administrativa na Prefeitura de Londrina. ‘‘São projetos super complicados que precisam ser avaliados com o máximo de critério e não podem ser votados a toque de caixa’’, argumenta.
Ele diz que o projeto deve receber ‘‘um monte de emendas’’. ‘‘Só eu devo apresentar umas 15’’, adianta. Guergoletto alega que existem erros técnicos em alguns projetos e outros até de origem legal. Ele cita o projeto que trata do Plano de Exoneração Voluntária (PEV). ‘‘Do jeito que está o projeto, o funcionário pode pedir demissão, mas nada diz que outros servidores não podem ser contratados’’, diz Guergoletto, que sugere um substitutivo incluindo a proibição de novas contratações.
No final da tarde de ontem, o líder do prefeito na Câmara, Renato Araújo (PPB), pediu uma reunião com o secretário-geral da prefeitura, Gino Azzolini Neto, para que ele esclarecesse as dúvidas do bloco da situação em relação à reforma.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv), Gláudio Renato de Lima, apresenta nesta semana à Câmara as contra-propostas dos servidores para a reforma tiradas em assembléia da categoria. ‘‘Acredito na chance de discutir os pontos mais polêmicos’’, espera Lima.
O secretário-geral diz que a prefeitura irá economizar R$ 7,5 milhões por ano com o enxugamento da máquina, que prevê, além do PEV, a extinção de 3 das 12 secretarias, departamentos e autarquias, a terceirização de serviços e a volta das 7 horas diárias de trabalho do funcionalismo público.

mockup