O governo quer aprovar a proposta de reforma administrativa no Senado no dia 14. Para conseguir votar o relatório que está sendo concluído pelo senador Romero Jucá (PFL-RR) e evitar mais demora no andamento desse projeto, os líderes dos partidos aliados do presidente Fernando Henrique Cardoso iniciaram ontem a mobilização dos senadores da base governista. O objetivo é garantir o quórum mínimo necessário dentro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a reforma administrativa será votada em primeiro lugar.
Antes do recesso, o senador Élcio Alvares (PFL-ES), líder do governo, conversou com os líderes dos partidos aliados para estabelecer a estratégia de ação com o objetivo de fazer com que a reforma administrativa seja votada no menor tempo possível. A proposta deverá ser discutida na CCJ na próxima quarta-feira. Regimentalmente, o governo sabe que a presidência da comissão será obrigada a conceder prazo de uma semana de vista do projeto. Mas, para perder o menor tempo possível, o governo precisa garantir a realização dessa sessão da quarta-feira.
O governo precisa ter pelo menos 13 senadores presentes na CCJ para poder abrir os trabalhos. Se o número de senadores for inferior, o governo corre o risco de perder mais uma semana no trâmite dessa votação. Para evitar o problema, Alvares fez acordo com outros líderes aliados para até substituir integrantes da CCJ que pertençam a partidos da base governista e não consigam chegar a Brasília a tempo de participar da sessão.
Na verdade, o governo sabe que o maior adversário para a aprovação da reforma administrativa é a corrida contra o tempo. Quanto mais dias precisar para votar a proposta, mais perto estará das campanhas eleitorais e, consequentemente, terá mais problemas para aprovar qualquer projeto. Hoje, a maioria dos 81 senadores está disposta a apoiar o governo na reforma administrativa.

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