Reforma administrativa fica de fora do acordo com a oposição
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quarta-feira, 14 de janeiro de 1998
Agência Estado Brasília 
O governo decidiu antecipar a votação da reforma administrativa na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para hoje, logo depois da audiência pública com o ministro da Administração, Luiz Carlos Bresser Pereira. A proposta de emenda constitucional deveria ser votada amanhã na CCJ, mas a pressa no exame do projeto levou os líderes dos partidos aliados ao governo a mudar a data da votação.
Houve uma tentativa de acordo para a votação da emenda da reforma administrativa, durante reunião dos líderes de todos os partidos e do bloco de oposição, realizada no gabinete do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Como os oposicionistas recusaram-se a oferecer qualquer tipo de apoio à votação da proposta, os líderes dos partidos aliados ao governo sentiram-se desobrigados de cumprir prazos acertados antes. Como o governo quer votar o primeiro turno da reforma administrativa até o dia 11 de fevereiro, os senadores governistas resolveram ganhar tempo.
À exceção da reforma administrativa, houve acordo entre os líderes para a apreciação de todos os projetos que constaram da pauta da convocação extraordinária. Hoje, na Comissão de Assuntos Sociais, serão lidos os relatórios dos projetos que regulamentam os planos de saúde e o serviço voluntário. Amanhã, será a vez da leitura das emendas de plenário e do parecer da Comissão de Educação sobre o projeto que regulamenta o software.
No plenário haverá a leitura de requerimentos de urgência para os projetos do serviço voluntário, de repasse de dinheiro para o metrô de Fortaleza e dos planos de saúde e os debates, em turno único, das propostas que autorizam o Brasil a contratar empréstimo de US$ 300 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para o financiamento parcial do programa de restauração e descentralização de rodovias federais e o Estado de Mato Grosso a elevar temporariamente o seu limite de endividamento, com empréstimo de US$ 45 milhões do Banco Mundial.


