Reforma administrativa emperra mais uma vez
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segunda-feira, 19 de maio de 1997
Leandro Donatti 
Sucursal de Curitiba
Uma reunião entre o governador Jaime Lerner (PDT) e o seu staff, ontem pela manhã no Chapéu Pensador, emperrou mais uma vez o cronograma da mini-reforma administrativa planejada pelo governo e que deveria ser oficializada ainda nesta semana. A indefinição quanto ao nome do sucessor do chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, cotado para a Secretaria da Fazenda, e divergências internas quanto à criação de uma nova pasta - uma espécie de secretaria especial para assuntos econômicos e reforma do Estado - para acomodar o secretário da Fazenda, Miguel Salomão, foram o mote da conversa.
O presidente do Instituto Paraná Desenvolvimento, Karlos Rischbieter, que compareceu à reunião, teria aconselhado o governador a não criar a nova pasta, que esvaziaria as funções das secretarias do Planejamento, Indústria e Comércio e Fazenda. Integrantes do governo ligados a Miguel Salomão, no entanto, entendem que o novo posto seria uma saída honrosa para o secretário, cujo pedido de demissão vem sendo especulado há meses.
Se Lerner atender o conselho de Rischbieter, um novo plano de remanejamento interno deve ser colocado em prática pelo governo. No novo troca-troca, Salomão, sem a nova pasta, desbancaria o secretário do Planejamento, Rafael Greca. Este assumiria a Secretaria dos Transportes no lugar de Deni Schwartz, cogitado para a Casa Civil, mas cujo nome sofreu um desgaste político depois do episódio do PSDB que rejeitou a filiação do governador Jaime Lerner.
A única confirmação feita até agora pelo Palácio Iguaçu é de que Gionédis vai para a Secretaria da Fazenda. Entretanto, o clima ontem era de suspense. Dois secretários de Estado garantem que Gionédis assume o posto nas próximas horas. Porém, nenhum comunicado oficial foi feito ao ainda titular da pasta, Miguel Salomão, que cumpre hoje uma agenda normal.
A indefinição de Lerner, quanto ao remanejamento, deve provocar reações na Assembléia Legislativa. Os deputados da base governista ameaçam um boicote aos projetos do governo. O chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, foi comunicado ontem mesmo da decisão.


