Reforma acelera ações, diz Paulo Renato
Lílian Cunha
Agência Folha
De São Paulo
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, disse ontem, em São Paulo, que a reforma ministerial, anunciada na sexta-feira em Brasília, reforça a autoridade do presidente Fernando Henrique Cardoso e acelera o cumprimento das metas e ações do governo federal. O ministro, que permanece na reforma do primeiro governo e na reforma atual, acrescentou que nenhum partido sai mais ou menos fortalecido dessa reforma.
Para o senador Eduardo Suplicy (SP), a reforma não provocará grandes mudanças no governo sobretudo na área econômica. O petista acredita que, na área política, houve apenas uma acomodação das peças no tabuleiro. O rei e a rainha permanecem no mesmo lugar. O bispo é que deixa a Casa Civil e vai para o Ministério do Desenvolvimento, disse, se referindo a Clóvis Carvalho. Paulo Renato e Suplicy estiveram pela manhã no Cemitério Gethsêmani, em São Paulo, acompanhando o enterro do ex-governador Franco Montoro, que morreu anteoontem.
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), também presente à cerimônia, elogiou a saída de Renan Calheiros do Ministério da Justiça. Para ele, o peemedebista desafiava a autoridade do presidente Fernando Henrique Cardoso. Calheiros tinha que sair. Ele pôs em causa a prerrogativa do presidente de comandar o governo. Imagina contestar se o presidente pode ou não nomear um delegado, disse Covas, se referindo ao episódio da nomeação do diretor-geral da Polícia Federal, João Batista Campelo.
Sobre a reforma, Covas disse ainda que espera um governo mais agitado. E acrescentou: Espero que o governo federal se desenvolva mais e que seja capaz de mostrar o que está fazendo. O governador elogiou ainda a nomeação de Clóvis Carvalho para o Ministério do Desenvolvimento. Carvalho, segundo ele, é um homem talhado para a tarefa do desenvolvimento.
Um dia depois de anunciar a reforma do seu gabinete, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu-se ontem em São Paulo com o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, o secretário geral da Presidência, deputado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e com o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.
De acordo com a assessoria de FHC, o presidente decidiu fazer a reunião no Palácio, atrasando sua volta a Brasília, que deveria ter acontecido por volta das 10 horas. Fernando Henrique chegou a São Paulo na noite de sexta-feira, para participar do velório do ex-governador Franco Montoro.
O presidente Fernando Henrique Cardoso empossará o novo ministério amahã, às 12 horas, em solenidade prevista para o Salão Leste, no Palácio do Planalto. O presidente desembarcou ontem às 13h20min em Brasília, procedente de São Paulo.
Segundo a Agência Brasil (Radiobrás), o presidente permaneceria no Palácio da Alvorada na tarde de ontem. Para amanhã, além da posse dos novos ministros, sua agenda prevê despacho com assessores, às 10 horas, e audiência às 17 horas com o ministro da Defesa, Élcio Álvares, e o comandante do Exército, general Gleuber Vieira.





