Refeições dadas a presos geram polêmica na AL
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quinta-feira, 08 de novembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - As refeições servidas aos presos no Paraná foram questionadas ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná pelo deputado estadual Tadeu Veneri (PT), que preside a Comissão de Direitos Humanos da AL. Ele anunciou em plenário que protocolou no Ministério Público (MP) do Estado queixa sobre casos de marmitas com alimentos deteriorados e abaixo do peso mínimo estabelecido nos contratos. ''São milhões de reais em alimentação que estão sendo entregues em qualidade abaixo da contratada pelo Poder Público'', reclamou.
O político, que assumiu a liderança da oposição na AL nesta semana, questiona o serviço oferecido para a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e pediu revisão da licitação de R$ 62,7 milhões em andamento, promovida pela pasta da Justiça. Na denúncia feita ao MP, Veneri juntou cópias dos contratos atuais com as empresas Eldorado Refeições e Risotolândia, relatórios de servidores do sistema penitenciário e fotografias dos casos considerados irregulares. ''O assunto já foi tratado pelos órgãos de governo e não retratam a realidade atual'', defendeu-se a Sesp, em nota oficial.
''O fornecimento (de refeições ao sistema prisional) é feito conforme a demanda e a solicitação de cada delegacia, sendo inferior ao previsto em contrato. Somente são faturadas as refeições efetivamente entregues'', explicou a Sesp, sobre a acusação de pagar a mais por serviço não prestado. ''Mas tem contrato que discrimina arroz, feijão, salada e carne, por exemplo, e entrega aos presos arroz, farinha e pedaços picados de vina (salsicha). Há indícios fortes de que o governo está pagando por algo que não está sendo fornecido'', reitera Veneri. Mais de 11 mil refeições são servidas diariamente no Paraná.


