Reestrutura atinge fundos
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sábado, 26 de agosto de 2000
Agência Estado De Brasília 
A MP editada na última semana pelo presidente Fernando Henrique reestruturando os fundos de Investimentos do Nordeste (Finor) e da Amazônia (Finam) tem entre seus principais objetivos reduzir o desperdício de dinheiro público e impedir o financiamento de projetos que acabam sendo paralisados por falta de competitividade e, em alguns casos, por desvio de recursos.
A proposta é tentar reduzir o montante de verbas que vão para o ralo em irregularidades. Apenas no Finor, dados do Ministério da Integração Nacional apontam que 10% dos R$ 15,75 bilhões de liberações foram desperdiçados.
O ministério não tem um balanço sobre o mau uso de verbas do Fundo da Amazônia, mas suspeita de que o desvio seja bem superior ao do Finor. De 1965 até 7 de julho deste ano, o Finor financiou 3.052 projetos, que receberam recursos no total de R$ 15,74 bilhões. Destes empreendimentos, 2.127 foram concluídos, o que representa 78,7% do total de projetos, com R$ 12,38 bilhões de recursos do Fundo. E 272 projetos estão em fase de implantação já ganharam R$ 1,4 bilhão do Finor e deverão receber mais R$ 2 bilhões.
Segundo o ministro da Integração, Fernando Bezerra, o desvio vai ser punido com rigor. Lugar de quem desvia recursos é na cadeia.


