Reeleitos já articulam próximo comando da Câmara
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
Nesta reta final da legislatura iniciada em 2009, pelo menos quatro dos sete vereadores reeleitos em Londrina já estão iniciando as articulações de bastidores para a eleição que vai definir a composição da Mesa Executiva da Câmara a partir de 2013. Embora o histórico demonstre que a definição acaba ficando para o dia da posse, 1º de janeiro, com as composições de última hora, parlamentares ouvidos pela FOLHA confirmaram o interesse pela presidência da Casa, cargo renovado a cada dois anos. Mesmo os que correm por fora, não descartam o interesse, ''afinal nesta fase todo mundo é candidato'', observou Rony Alves (PTB), atual presidente.
Ao ser questionado sobre sua posição, Rony foi taxativo: ''Sou candidato''. Ele comparou a disputa de agora com o início da legislatura, quando a definição do presidente da Casa significava na prática a escolha do novo prefeito da cidade, em razão do impedimento de Antonio Belinati (PP), gerando o terceiro turno que se realizaria apenas em abril de 2009. ''Hoje não passa por aquela discussão de quem ganhar a Câmara, vira prefeito. Posso dizer que vivemos um momento de segurança política.'' Ele confirmou ter iniciado as conversas com os pares para viabilizar a candidatura.
Prestes a iniciar o seu sexto mandato consecutivo, o experiente Roberto Kanashiro (PSDB) afirmou que ''está na hora desta discussão (sobre a presidência) ir se afunilando''. Segundo ele, os tucanos têm interesse em voltar ao comando da Mesa - Gerson Araújo (PSDB) deixou o cargo para assumir a prefeitura em setembro -, mas o nome do candidato deve ficar para a legenda definir. Kanashiro se diz à disposição para participar do processo e confirmou que haverá reunião interna com os filiados nesta semana.
Por outro lado, Araújo mostrou menor entusiasmo com o retorno à presidência. ''No momento não penso nisso.'' Ele, porém, reconheceu que o assunto já está despertando o interesse de parlamentares, que estão buscando apoios para a disputa. ''Oficialmente ninguém me pediu apoio, apenas conversas informais'', disse Araújo.
Única representante do PT na próxima legislatura, Lenir de Assis também está procurando os colegas para tentar a composição de chapa. ''Estou conversando sim, estou à disposição, mas não quero entrar em nenhuma disputa acirrada, como já aconteceu.'' Ela lembrou do cenário de fragmentação da Casa na próxima legislatura, o que deve forçar as conversas intra-partidárias. Haverá apenas quatro blocos a partir de janeiro: PP, com três representantes, PSDB, PTB e PDT com dois cada. O restante da Casa será composto por dez partidos diferentes.
Eleito presidente da Câmara no início do atual mandato, José Roque Neto (PR), que chegou a ser chefe do Executivo por quatro meses, já manteve contato até com os novatos para iniciar a montagem de uma chapa. ''Já conversei com um dos reeleitos e dois novos vereadores.'' Ele também confessou que já foi sondado. ''Já recebi a proposta de compor como vice do Rony Alves'', revelou.
Quase eleita em 2009, Sandra Graça (PP) admitiu que pretende ''amadurecer a ideia'' para eventual disputa, mas negou que já esteja tratando do tema com os colegas. Há quatro anos, quando ela já falava como presidente da Casa, com o aparente apoio da maioria, ''deputados e líderes de todos os partidos se uniram para evitar que eu presidisse a Câmara''. Sandra não escondeu o interesse no cargo. ''Eu já passei por comissões aqui na Casa e tive também diversas experiências profissionais na área administrativa, mas a presidência é o cargo que ainda não ocupei como vereadora.''
Roberto Fú (PDT), também reeleito, afirmou que não tem interesse em disputar a presidência, ''mas se acontecer, não descarto''.


