Curitiba - O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), prometeu ampliar o que chamou de ações de modernização da Casa a partir do ano que vem. Única a se inscrever no pleito de ontem, a chapa "Parlamento Forte", comandada por ele, recebeu 48 votos favoráveis e nenhum contrário. Tadeu Veneri (PT) e Professor Lemos (PT) se abstiveram, enquanto Requião Filho (PMDB) e Paranhos (PSC) não compareceram à sessão. Já Ney Lepevost (PSD), que concorre à Prefeitura de Curitiba, segue de licença. A posse da gestão 2017/2018 acontece em 2 de fevereiro.
"Tínhamos programado isso para o mês de julho, mas acabou não acontecendo. Promovemos um processo licitatório, houve impugnação e preferimos recuar para melhorar." O tucano se referia ao edital de um pregão para gastar até R$ 2,3 milhões com a compra de um novo painel eletrônico, que acabou cancelado. O valor incluía, além dos equipamentos, serviços de instalação, integração, treinamento e manutenção para 12 meses. "Teremos economia e daremos mais celeridade às ações", completou.
Dos atuais nove integrantes da Mesa Executiva, dois serão trocados. Leprevost e Ademir Bier (PMDB) darão lugar a Guto Silva (PSD) e Wilmar Reichembach (PSC), respectivamente. Assim, a oposição ficará sem nenhum cargo. "É uma chapa na qual se constrói uma aliança para se fazer disputa (…) Nós somos a maior bancada e não tínhamos ninguém na Mesa. O que há é uma repaginação. Vejo como uma lição democrática", opinou Silva. O bloco informal PSC-PSD com 14 parlamentares.
"Seria muito difícil votar nessa chapa depois de tudo o que aconteceu; não por questões políticas, mas pelo 12 de fevereiro [ocupação do plenário] e pelo 29 de abril [Massacre do Centro Cívico, em 2015]", disse Veneri, sobre a abstenção. A oposição não lançou candidatura porque possui sete integrantes, sendo que o número mínimo necessário seria nove.

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