Leandro Donatti

Arquivo FolhaBorba diz que retirada do PSDB e do PFL do processo foi ‘ato isolado’ O deputado José Borba (PTB) foi reeleito ontem coordenador da bancada federal do Paraná em Brasília, com o apoio de 17 dos 30 parlamentares. O petebista assume uma bancada dividida e esvaziada pelo PFL e PSDB que, derrotados, decidiram ‘implodir’ a figura do coordenador. Tucanos e pefelistas entendem que, em ano eleitoral, não deve haver coordenação e sim apenas uma ação administrativa em nome dos deputados.
Vinte e três deputados participaram da reunião, convocada ontem à tarde para eleger o novo coordenador. Seis abstiveram-se, os cinco do PSDB e Luciano Pizzatto, do PFL. Dilceu Sperafico (PPB) assumiu candidatura de Valdomiro Meger (PFL) e foi eleito, com o apoio do PT, PMDB, PPB e PTB, coordenador adjunto. Nem todo o PFL seguiu a orientação da maioria, de não reconhecer a coordenação eleita. Afonso Camargo participou da reunião e manifestou apoio à reeleição.
‘‘Para ser coordenador, há necessidade do consenso. Não é nada contra o Borba, mas ele só vai falar em nome dos 17 que o elegeram. Não vamos permitir que fale por nós’’, disse ontem o porta-voz do PSDB na reunião, Renato Johnsson. Ele compara a forma como se conduziu o processo eleitoral a um ‘‘rolo compressor’’.
Johnsson diz que o PSDB se desligou definitivamente da bancada a partir do momento que se esgotou o diálogo. ‘‘Queríamos definir por escrito as atribuições do coordenador e escolher um nome de unanimidade’’, analisa. Para o tucano, o não reconhecimento da função ‘‘não traz prejuízos’’. ‘‘As emendas orçamentárias só serão discutidas a partir de setembro, depois das eleições’’, pondera.
Para Borba, o incidente ocorrido ontem é contornável. Ele classificou a retirada do PSDB e do PFL do processo como ‘‘atos isolados’’ e ‘‘radicalização’’ dos deputados Paulo Cordeiro (PFL) e Basílio Villani (PSDB). Cordeiro queria ser candidato e Villani foi contra a reeleição, porque teve o direito negado em 96, quando foi obrigado a entregar a função para Borba, seu sucessor. ‘‘Essas diferenças logo vão se acomodar. O trabalho da coordenadoria será técnico e não interferirá em questões eleitorais’’, garante o coordenador reeleito.

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