Curitiba - Consagrado pela reeleição como prefeito de Curitiba com mais de 77% dos votos, Beto Richa (PSDB) se consolida como uma nova liderança do partido na região Sul e passa a ser requisitado como cabo eleitoral de correligionários e aliados. Nas duas cidades paranaenses que terão segundo turno, Beto já foi procurado para gravar apoio aos candidatos tucanos. Ele deve participar das campanhas de Luiz Carlos Hauly, em Londrina, e de Pedro Wosgrau, em Ponta Grossa. Após vencer Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pela segunda etapa das eleições em São Paulo, outro candidato que passa a contar com apoio do prefeito curitibano é Gilberto Kassab (DEM). Ontem mesmo, um dia depois da eleição, Beto gravou uma mensagem de apoio para enviar ao candidato paulistano.
  Apesar da euforia em torno de seu nome após o resultado das urnas, Beto, em entrevista coletiva ontem, procurou mostrar humildade e desconversou sobre a possibilidade de concorrer ao governo do Estado em 2010. ‘‘Acabamos de sair de uma eleição onde fui muito bem colocado e hoje há essa pressão (pela candidatura), mas será que amanhã existirá? Vamos esperar baixar essa adrenalina para ver como as coisas ficam.’’
  O prefeito voltou a repetir que o mandato para o qual foi eleito pertence aos seus eleitores e que seria cedo para a discussão de nomes. ‘‘Na minha avaliação, qualquer disputa agora desgasta tanto o pré-candidato quanto o grupo’’, disse referindo-se à aliança entre partidos que o reelegeu e que, segundo ele, foi formada já com vistas a 2010.
  Apesar disto, ele não nega que desejaria ser governador do Estado, mas afirma que não coloca prazo para a realização do sonho. ‘‘Se eu dissesse que eu não teria vontade de um dia ser governador, estaria faltando com a verdade, mas não tenho obsessão, se vai ser daqui a pouco, lá na frente ou se não vai ser. As coisas têm que acontecer de forma natural. É evidente que você tem que trabalhar para isto, mas se você vai bem, tem um bom desempenho, está agradando os eleitores, você acaba sendo convocado naturalmente para ocupar cargos maiores’’, disse.
  Com a continuidade do mandato, Beto buscou também uma posição diplomática em relação ao governo do Estado. Ele afirma que está à disposição para conversar com governador Roberto Requião (PMDB) que, anteontem, em entrevista à imprensa, havia alfinetado o prefeito atribuindo a reeleição dele a atuação da mídia e da primeira-dama Fernanda Richa. ‘‘Eu sempre estive disposto a conversar. Ele (Requião) é que de repente deixou de atender Curitiba. Mas agora ouvi dizer que ele irá analisar a relação com os novos prefeitos eleitos’’, afirmou.

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