Reeleição preocupa prefeitos
José do Carmo Garcia acredita que o combate ao déficit perseguido pelas prefeituras é resultado da boa safra de prefeitos eleita há dois anos e à possibilidade de reeleição. Para ele, a estabilidade econômica trouxe uma preocupação a mais com a visão administrativa. O tino político é importante, mas a capacidade de bem administrar é imprescindível, ensina. Ao contrário de seus antecessores, que cumpriram mandato num misto de inflação e estabilidade, os atuais assumiram com uma posição de maior clareza.
Outro fator é a reeleição. Qualquer endividamento pode ser um erro estratégico de administração para aquele que vai disputar um segundo mandato. O dirigente acredita que a maioria dos 399 prefeitos do Estado pretende se submeter a novo julgamento popular no ano 2000.
Por isso, ele critica o movimento iniciado pelo presidente do Congresso Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) de defender a revisão da reeleição para prefeitos. É casuísmo, analisa. Para José do Carmo, o País não aceita mais improvisação de regras eleitorais. Se pode para presidente, governador e deputados, por que não para prefeito?, questiona. Ele acredita ainda que impedir os prefeitos de disputar a reeleição seria iludir a boa fé da população. A comunidade absorveu o instituto da reeleição para todos os cargos, argumenta.
Ele admite que a preocupação com o uso da máquina tem de existir, mas relaciona os institutos legais à disposição da sociedade para denunciar abusos. A Justiça, o Ministério Público e a cobrança da comunidade estão aí para isso. (P.Z)





