Maringá - A Câmara de Maringá aprovou ontem 44 emendas que alteram a Lei Orgânica do Município. Um dos itens que mais provocou polêmica entre os vereadores foi a reeleição para a presidência da Casa. A lei atual impede a reeleição e prevê mandato de dois anos. Vereadores também criticaram o fato de a mesa ter colocado em votação as emendas sem uma discussão prévia.
Para a vereadora Silvana Borges (PT), mudanças na lei orgânica merecem um debate aberto com a comunidade. ‘‘Afinal estamos falando sobre a constituição do município’’, disse.
O vereador Edmar Arruda (PPS) classificou a emenda que permite a reeleição como antidemocrática. Segundo Arruda, se o processo for mantido a Câmara corre o risco de manter por quatro anos a mesma composição da mesa. ‘‘As regras não podem mudar no meio do jogo e é isso que está acontecendo’’, criticou.
O projeto que altera a lei orgânica foi aprovado por 16 votos contra cinco e volta para discussão em 10 dias. Vereadores contrários ao projeto denunciaram uma ‘‘manobra’’ por parte do atual presidente Valter Guerlles para se manter no cargo.
Segundo Guerlles, uma comissão formada por funcionários da Câmara e da prefeitura discutiram o projeto de emendas à lei orgânica. ‘‘Não tenho nenhuma preocupação ou tendência para ser candidato mais uma vez porque vou pensar nisso somente em dezembro quando houver a eleição para a presidência’’, disse Guerlles.

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