Outro ponto difícil para o governo são as articulações com vistas à reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado, que passam - e muito - pela cúpula do PMDB. O presidente não vai interferir nesse processo, mas não esconde aos interlocutores seu desejo de concluir seu mandato tendo o senador José Sarney (PMDB-AP) e o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) à frente dos principais postos do Congresso.
Um senador aliado do Planalto advertia na sexta-feira que daqui por diante ''todo cuidado é pouco'', lembrando que não vale a pena, para o governo, jogar fichas contra as pretensões do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), sobretudo agora que ele se sentirá estimulado com a rebelião da base e com a posição dura dos governadores do PMDB.
Ou seja, as conversas para um acordo com Renan em torno da presidência do Senado teriam ficado mais complicadas. Mesmo assim o governo espera obter um acordo na próxima semana para desobstruir a pauta trancada com três medidas provisórias.
E vai tentar articular a votação do projeto que cria as parcerias público-privadas (PPPs), ainda tramitando na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Para isso, Rebelo fará uma nova rodada de conversas com os líderes do PSDB, Arthur Virgílio, do PFL, José Agripino, e com os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e ACM.(C.F./A.E.)

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