Reeleição antecipa disputa no Estado
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de setembro de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
A aprovação da emenda da reeleição para presidente da República e governadores acabou acelerando as campanhas eleitorais nos Estado, com o troca-troca partidário e disputa precoce entre os candidatos não só ao governo, mas também a deputado federal e estadual. A pouco mais de um ano das eleições, os pré-candidatos já se estruturam e investem mais em visitas, palestras, reuniões, montagem de comitês, escritórios políticos e até no corpo-a-corpo.
Jaime Lerner (PFL), Álvaro Dias (PSDB) e Roberto Requião (PMDB) brigam pela atenção dos paranaenses. Lerner viaja bem mais pelo interior, assina convênios, inaugura obras. Álvaro Dias garante projeção, fotos e fatos ocupando a presidência da Telepar, além de patrocinar torneios esportivos. Requião usa a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para boicotar o governo Lerner e também intensifica visitas ao interior, depois de relatar a polêmica CPI dos Precatórios, que lhe colocou sob os holofotes durante oito meses.
Outra boa arma é o rádio e a televisão. Em Curitiba, o deputado estadual Luiz Carlos Alborghetti (PFL) abusa da linguagem apelativa na TV para garantir empatia com seus eleitores. Em Londrina, dois deputados federais e o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PT) também usam a telinha para conversar com as bases, assim como pré-candidatos como o ex-secretário da Agricultura, José Carlos Tibúrcio, que utiliza o palanque eletrônico em busca de projeção e espaço.
Os outdoors são outro indicativo da antecipação das campanhas. O deputado federal Affonso Camargo (PFL), de Curitiba, espalhou sua propaganda em Londrina, Cascavel e outras cidades do Paraná. Uma nova força, Uma nova energia, Um novo espírito, Valeu, Affonso Camargo. O vale-transporte continua nosso, são algumas das frases que podem ser lidas nos outdoors de Londrina.
Outros políticos apostam na segmentação do eleitorado e já pensam em lemas da campanha para 1998, além de pagarem pesquisas para saber a opinião do público. Cada um, à sua maneira, tenta ampliar o espaço na mídia e garantir penetração junto à população, numa corrida contra o tempo, que será mais curto na campanha do ano que vem. A Câmara dos Deputados reduziu para 45 dias a campanha na TV e rádio para as eleições gerais. O eleitor que se prepare e fique de olho. A caça aos votos está apenas começando.


