Redutor fica para o final
O governo deverá deixar para o final a votação do destaque à reforma da Previdência que prevê acabar com o redutor de até 30% sobre o valor das aposentadorias dos funcionários públicos que ganham acima de R$ 1,2 mil. A votação do redutor é uma das mais temidas pelos líderes governistas, porque sofrem pressões da própria base que pretende derrubar esse dispositivo. Por causa das resistências, a inversão desse destaque foi combinada entre o líder do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), e o líder do governo, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), durante conversa em São Paulo, na véspera do infarto que matou o deputado.
Luís Eduardo e Aécio conversaram por quase três horas em São Paulo, no dia do velório do ex-ministro Sérgio Motta, quando reviram todo a estratégia para concluir rapidamente a votação dos destaques à reforma da Previdência. O destaque do PPS apresentado para retirar o redutor é o primeiro da fila. Luís Eduardo defendeu a inversão para o último lugar, para que os líderes ganhem tempo para convencer as bancadas a aprovar o redutor. Pelo menos 60% dos funcionários públicos não serão atingidos pelo redutor, argumentou Neves. Ele vai propor retardar a votação. (AE)





